Anseio pela noite
Pelo suor da tua mão
Silêncio onde te perdes, por momentos...
Tento esquecer
Mas o tempo não cura...
Sofro em silêncio

Anseio pela noite
Anseio pela tua companhia

Embriaguez que nos ilumina a alma
Nos faz ver o importante da vida,

A tua companhia
Tu
...
Há muito tempo que não trato do jardim
Da última vez estava vistoso
As rosas a tingirem de vermelho
O perfume a preencher a nossa mente
E agora esta deprimente…

Já não há correrias atrás da bola
Os grilos a cantarem ao entardecer
Parece que foi há séculos
Que deixei de ter o simples prazer
De no seu sossego me envolver…



Jardim em Mim...




...
Silêncio...

porque morreu o Amor
não há palavras que curem
esta profunda dor

Basta um olhar
um gesto apenas
logo o sonho se desmorona
turvando a mente mais serena

"Vi homens quererem a morte
Por terem morto o seu amor"





Silêncio...





...
Desejo mórbido
Sonho sórdido
Fogo ardente
Alma eloquente
Dor crescente
Sensação dura
Prazer sem cura
Amor desmedido
Sentimento perdido
No escuro da penumbra
Entre a sanidade e a loucura
Entre a sedução e a ternura
Entre o medo e a doçura






Desejo




...

Incolor


Fico no Vazio
faz frio
surge um pensamento
escuro
sombrio

Olho para o Vazio

Plano no Vazio
faz frio

Vejo as cores
mas não as sinto

Tudo fica escuro
tudo fica sombrio
tudo fica frio
Mas sinto-me em PAZ








Para Si...


Evolução...




Há um pequeno animal em todos nós.
E devemos festejar isso.
É o nosso instinto animal que nos faz buscar conforto, calor.


Procurar uma alcateia.
Podemos sentir-nos enjaulados.
Podemos sentir-nos encurralados.
Mas como humanos, arranjamos maneiras de nos sentirmos livres.
Protegemo-nos uns aos outros.
Somos os guardiões da nossa humanidade.


E apesar de haver um animal dentro de todos nós...
O que nos distingue dos animais é que pensamos, sentimos, sonhamos e amamos.
E contra todas as expectativas, contra todos os instintos...
Evoluímos

Conto de Fadas



Estendidos no recato das dunas
a memória dos dias esquecidos
ouvimos os Blues abrir a imaginação dos labirintos obscuros
despertando monstros escondidos
segredando ao megafone por entre as sombras da realidade
num orgasmo de gritos sufocados e silenciosos
meretriz metadona que nos ilumina a mente
em torrentes de lava e espasmos quentes
a encher a noite de fantasmas
num sarcasmo de um conto de fadas.



Ser...




Despojado na calçada
esse sentimento alado
que resvala de alma em alma
pedante
caduco
herdeiro das folias errantes
fugidio da sanidade sã
da luz do dia
Esconde-se por trás da noite
qual criatura sombria
macabra
esguia
Torturado pela beatitude
amante da aberração lírica
joga na penumbra o seu charme
atraindo a Si a mais ingénua cria






Sonho




Tudo é negro
menos os nossos olhos
que dardejam luz
como o reflexo do sol
no mar salgado
por entre as ondas
que embalam
a sereia
feiticeira
dos marinheiros sonhadores
que na sua voz procuram
a doçura
a ternura
o encanto
dos sonhos perdidos
outrora vividos
ao som do búzio rouco
das histórias do pirata louco
como uma droga
que nos ilumina a mente
que enche a noite
num sorriso permanente
até ao romper da aurora
até ao fim desta
história




Vagueio sem vaguear



Vagueio sem destino
sem sair do lugar
penso sem pensar
olho sem olhar
falo sem falar
Corro o mundo
com os olhos fechados
com os ouvidos tapados
sem respirar
Escondo-me
refugio-me
procuro o equilíbrio
sem procurar
Escuto sem ouvir
suo sem transpirar
admiro sem admirar
escrevo sem escrever
Vagueio sem destino
Vagueio no limbo
Vagueio sem vaguear






Vertigem


O sangue corre mais forte
como a vertigem das prosas perdidas no leito da noite
onde se sente o leve toque que nos faz arrepiar
num espantoso enlace com a beatitude
Ficamos horas a falar sob a noite serena
sentindo o toque da confiança na ponta dos dedos
do absoluto
do presente
das ideias que nos assaltam o cérebro
num faiscar de exaltação demente





A um minuto de Ti...



A um minuto de Ti,

um mar de medos invade a memória,

ensanguentando os desejos com o gume das horas afiadas

que rasga o espírito

libertando gota a gota

a vontade de ficar para sempre

em Ti...



A um minuto de Ti

me encontrarei...





Jardim do pecado



Procuro no meu jardim
o cheiro inebriante da paixão
o desejo do pecado
aquela sensação de imensidão
incitada pela loucura
pelo frenesim possuído
pelas feromonas libertadas
dessa essência macabra

Procuro no meu jardim
o sonho da liberdade
para o desejo ocultado
na rede da maldade
que vive ofuscado
pelas ninfas inebriantes
que por meros instantes
exalam o mau-olhado

Procuro no meu jardim
esse aroma radiante
libertado pelo teu corpo
pela respiração ofegante
pelos suores frios
pelo anseio contido
no prazer anunciado
pelo climax apaixonado





Ser




Fico sentado a admirar o reflexo da lua
nas águas límpidas do rio corrente
observo o peixe que salta na margem
livre, alegre, reluzente
como a alma das gentes
que da vida não têm amargura
e que nela depositam a sua cura
na certeza que o tempo tudo sutura
da mais pequena das feridas
à maior das desventuras
Gostava de ser um simples ser
que nada tem a temer
porque sabe que o amanhã
será só um amanhã
e que de certeza o irá ser...

Gostava de ser um simples Ser.






Mar


Doce maresia se abate
na esbelta ondulação
harmonioso som liberta
água salgada revolta
que acalma na rebentação

Na vazante, brilho de luz
reflexo da lua cheia
terna a sua paixão
concubina da solidão
amante da saudade
espelho da emoção

Na sua água fria
encontro o calor
ténue da dor
da distância sentida
deste novo ardor





Luz



O Teu brilho é intenso
como um fogo cálido
da insistente procura
da sombra da temeridade
Que a luz desconhece
Que só a carne reconhece


Da sombra fugidia
nasce um abismo
um tormento labirinto
de dor e angústia
que percorre a luta
à Tua procura


Das trevas nasce a luz
e nela se seduz
o mais virginal Amor







Para Ti...


Seduzido pelo Teu perfume
Deixo-me possuir pelas feromonas da paixão
Num desejo de Te Amar
Num desejo de girar sem parar
Até cair


Tudo são sombras difusas
Incertezas, especulações sem sentido...
Quero mais é rodopiar
Girar neste carrossel atroz
Quero-te


Vislumbro o teu Ser
A tua forma de lutar, guerrear
A certeza de vencer os Moinhos de Vento
Que giram
Sem parar


O Meu Ser
O Teu Ser


Rua sem nome




Percorro uma rua sem nome
Por entre uma multidão desconhecida
Sinto os seus olhares vazios
Sinto os seus sentimentos frios
Como aqueles que me perseguiam
O assombro apressa o passo
A solidão provoca o ardor
O medo o terror
Não há palavras que nos digam
Quão funda pode ser a dor

Basta um olhar
Um silêncio
Um gesto apenas
Para a alma se preencher
De imagens serenas







Solidão


O que é a solidão?
Gritar num vale e não ouvir eco?
Gritar no meio da multidão e não ouvir contestação?
Ou será pedir apelo em sinal de desespero?
Será que falar para uma multidão é sinal de solidão?
Ou será falar sozinho?
Gritar Amo-te?
Gritar Adoro-te?
Gritar...?
O que é a solidão?





Vampiro



Absorvo o teu reflexo
Como o de um vampiro no espelho
Sacio-me com o teu perfume
Que me preenche o desejo
A tua pele clara e desnuda
Fervilha-me o sangue regelado
Cria-me suores dolorosos
Que se deleitam no ceio do afago
Espinhos cravam-me a mente
No prazer da luxúria
A ira balança no limbo
Na saudade cravo a sua cura




Sinto


Ausente sinto
ardor faminto
ritmo de ternura
ardor sem cura
ausência capaz
do céu será
tela sem tino
dor no limbo
procuro o infinito
procuro o destino
encontro a alma
sedenta de fama
fado em mim
sentinela ausente
guarda sem mente
Desejo sem Fim







Ardo neste fogo que me consome o desejo
Sinto-te







Pecado





Pecado erudito
Invade-me a alma
Segredando fantasias
Que afagam a chama
Pecado errante
Percorre-me as veias
Tóxico viciante
Ópio dominante
Do consumo carnal
Do chamamento animal
Pecado escondido
Nas sombras do mal








Caminho pelo reflexo
Da luz que me tormenta
No chão em mim
Caminho caminhando
Sem sentido nem destino
Nesta rua sem fim
Fujo da voz
Que segreda em mim
Pensamentos que penso
Sentimentos que sinto
Aos quais quero resistir
Dos quais quero fugir
Das vozes que me atormentam
A lucidez em mim
Tenho receio de adormecer
Num sono sem fim




Lágrimas de sangue...





Choro lágrimas ensanguentadas
por todos aqueles que este mundo deixaram
e um pedaço de mim levaram







Lua




O tempo não espera por mim
as noites gélidas não têm fim
o luar azul a reflectir perigosamente
nos pensamentos desordenados da mente
a última luz desaparece
a invasão solitária desvanece
fica a Lua
e a sua eterna cura...






Floresta de sonho




Atravesso a floresta a sonhar
com os olhos vazios, que nenhum olhar compreende
é isto um sonho ou são os meus olhos que a vêem,
uma mulher misteriosa com um manto escuro
negro como os seus olhos, macio como o veludo

Vestígios cortantes de uma alma amordaçada
grito por ajuda, corro no seu encalço
atrás da floresta de sonho, que me faz sinal de morrer
e num piscar de olho, entre choque e dor,
entre o poder e o querer

O meu rosto olhou-me: A mulher eras Tu




Madrugada azul



Saudade escondida nas sombras da luz
sorriso melancólico que se reproduz
no imaginário inocente encoberto
da felicidade radiante do incerto

Primeiro Amor agora descoberto
sob um manto azul desperto
que cobre a timidez reflectida
da uma nova alma sonhadora contida

Madrugada azul embelezada
pela saudade sorridente iluminada
cruzada pela incerteza do destino
novo rumo trilhado pelo desconhecido




Quero




Quero navegar nas profundezas dos teus pensamentos
Quero contruir janelas onde não há muros
alcançar o inalcançável
suprimir todos os refúgios

Quero ver a beleza dos teus sentimentos
admirá-los através do teu olhar
vislumbrar o vislumbravél
naufragar no teu navegar

Quero ser o teu Amar








Navego nas águas turvas
Do seu olhar
Sinto a força de Deus
No seu pesar
Ardo no seu ardor
Amo no seu Amar

Mágoas antigas
Que o tempo desgasta
Sentimentos perdidos
Que a vista não alcança
Ardo no seu ardor
Amo no seu Amar

Desejo contido
Prestes a vociferar
Prazer desmedido
Que anseia despertar
Ardo no seu ardor
Amo no seu Amar

Balanço no seu balançar…



A Terra dos sonhos




A Terra dos Sonhos
Capaz de destruir toda a distância
Transformar em realidade
No nascer da aurora
O definitivo emergir dos nossos desejos
Do Meu sentir
Do Teu sentir
Unidos pelo cordão umbilical
Que une os corpos de forma maternal


Amor faminto




Sinto o sopro quente que me invade a alma
Sinto o som forte do batuque no meu peito
Da prisão feita da mágoa em mim
Do calor intenso das chamas sem fim
Deleito prazer do calor desmedido
Deste Amor incessante faminto



Insegurança





Vivia escondida sob um tíbio de luz
com medo da frieza desumana
de seu nome Amor se reproduzia
a procura infindável do seu ser
na repleta infame insegurança





Amor amordaçado



Amordaçado amor faminto
que percorre nas veias fervilhantes
na alegria das estrofes perdidas
num enlace com a plenitude desejada
com o cérebro numa exaltação demente
como se o anseio fosse magia
do medo desvairado se alimentasse
das ruas frias adormecidas
do calor das sombras fugidias nos aguardasse
desta carência contagiante contida
na ira instigada adormecida
nos quentes lençóis da mente



Luminosidade



Tatuo no meu corpo um sinal
de chama acesa de árdua paixão
que ateou em mim um canto
de puro exercício da razão
trazendo o encanto, luz e afecto
de um rosto amado e terno
sem mágoa nem compaixão

Faz-se dia dentro de mim
na cor poente de um céu inflamado
de uma luminosidade sem fim

Dois corpos, uma Alma


Dois corpos unidos em uníssono
como o som de uma orquestra
movendo-se candenciadamente
como as ondas que bailam
ao som da Deusa da maré
Dois corpos que o tempo não desune
nem a tempestade mais austera

Dois corpos, uma Alma

Acorrentado




Não foi amor, nem paixão
foi uma visão, uma explosão
que me acorrentou, me prendeu
a esta loucura, doçura
a esta afeição, tentação


Que tento libertar, sem tentar

Que tento esquecer, sem desvanecer



Mundo imaginário



Queria poder voar
planar ao sabor do vento
saboreando a liberdade
num mundo sem desigualdade
onde o homem fosse dissoluto
onde não existisse o luto
nem o fado
onde cada um fosse um todo
e um todo
cada um...

Vampiro



Vagueio na noite
Sem reflexo nem sombra
À procura do teu sangue
Afrodisíaco
Que sacia este animal
Faminto
No ceio da penumbra
Numa escruzilhada escura

Quero ser
O teu Vampiro do Amor
Quero ser
O teu predador

Quero possuir-te na escuridão da noite
Antes de te perder no amanhecer...






Estado d'alma






Saudade contida
carícia desejada
palavras reprimidas
dor cerrada
silêncio sentido
amor proibido
tormento d'alma



Ser




Na plenitude do teu ser

reside a virgindade do meu pensamento





Para ti...






Olha,
olha para mim
e sorri


Sente,
sente o que estou a sentir
sente este calor
este amor em mim


Abraça-me,
abraça-me com força
como a força deste amor
por ti


Beija-me,
beija-me como se fosse a última vez




Bússola


Sentimento alado
à procura de guaridada
das noites frias
tempestuosas
de neblina cerrada
que esconde
o sentido da vida


Procura infindável
na bússola da vida



(...)

À procura da vida





Percorro caminhos sinuosos
como um barco à deriva
procuro um porto seguro
aquele que me deu guarida
nas noites mal dormidas
nos momentos difíceis
nas horas de alegria


Procuro reconquistar a magia
perdida sem ser vista
que esteve sempre do meu lado
sem nunca ter sido vivida


Percorro caminhos sinuosos
à procura da minha vida
(...)

Sonho Teatral






Sonhos desvairados
imagens vazias
mundos inexistentes
dores correntes
cores garridas
Mentes despidas
negros véus
ensejos mórbidos
desejos sórdidos
vontade infernal
Ritmo teatral
encenação irreal
amor carnal
criação matrimonial
representação imoral